Economia Imperial – Café

Durante o apogeu do Império no Brasil (1850-1870), a economia cafeeira garantiu a estabilidade polítca, bem como possibilitou a ampliação das vias férreas no Brasil.

A partir de 1830 o café começa a tomar o espaço da cana-de-açúcar, do cacau e do tabaco. Em 1840 o café representa cerca de 40% de todas as exportações brasileiras e responde por cerca de metade de todo o café consumido mundialmente.De 1840 a 1860 a região conhecida como Vale do Paraíba (região leste de São Paulo e sul do Rio de Janeiro) foi a que concentrou a maior parte da produção cafeeira. O café não demandava grande investimento para sua produção e podia ser vendido a altos preços no mercado externo. O clima e o solo da região eram favoráveis ao plantio, ainda que o terreno fosse acidentado. O trabalho era escravo em grandes latifúndios monocultores.

Algumas cidades importantes da região:

A partir de 1860 a produção de café passa a prosperar no Oeste Paulista (Campinas, Moji-Iguaçu, Ribeirão Preto). Como a região permitia o plantío contínuo e o terreno fértil era formado de terra roxa, oriunda da decomposição de rochas vulcânicas, o plantio podia ser ininterrupto, bem como era possível conservar melhor o solo. A terra roxa permitia pelo menos 5 anos a mais de produção. Desta forma, valorizou-se cada vez mais o porto de Santos.

A mão-de-obra se manteve escrava até cerca de 1850, a partir de então o trabalho foi sendo substituído pelo trabalho livre, em especial de imigrantes europeus.

Até 1870 a produção de café era rudimentar, o solo não era bem preservado e os instrumentos de trabalho eram a foice e a enxada. Para se ter uma ideia, a produção no Oeste Paulista era escoada para o porto de Santos em tropas de mulas. Conforme o café era valorizado no mercado internacional, o cenário de produção se alterou, novas tecnologias foram empregadas e as etapas de produção foram modernizadas. Os fazendeiros passaram a invertir também em indústrias, bancos, ferrovias e melhorias urbanas.

Para facilitar o escoamento da produção de café para o litoral foi criada (e ampliada) uma malha ferroviária. Em 1859 a primeira estrada de ferro do Brasil é construída, a Estrada de Ferro D. Pedro II, que ligava os municípios do Vale do Paraíba ao porto do Rio de Janeiro. Em São Paulo a primeira a ser construída, utilizando capital inglês,  foi a São Paulo Railway Vompany, em 1867, ligando o interior (Jundiaí) ao porto de Santos. Outras foram construídas a paitir do investimento dos próprios cafeicultores, tais como a Ituana (ligando Itu a Campinas) em 1873; a Mogiana e a Sorocabana, por volta de 1875.

Este forte investimento permitiu que no período de 1874 a 1885 o número de indústrias no Brasil crescesse, passou de 175 a mais de 600, tendo o Sudeste como a área de maior concentração das mesmas.

Segue abaixo o link para um vídeo muito interessante, parte de uma série do historiador Boris Fausto sobre a História do Brasil. Dividida em várias partes, a que apresento abaixo aborda a questão do café no Brasil, bem como a Guerra do Paraguai e a abolição da escravatura.

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